sábado, 25 de setembro de 2010

labyrinthus



Talvez eu esteja enlouquecendo
Há um labirinto dentro de mim
Pensamentos transcendem os limites
Paranóia ou mistificação?
Ninguém pode me explicar
Sanidade ou auto-afirmação?

Eu ando, ando, ando...
E só vejo as mesmas paredes
São velhas respostas
De novas perguntas
Velhas tentativas de novas fugas

Posso passar horas e horas
A olhar-me ao espelho
E jamais poderei me reconhecer
Estes olhos não vêem mais uma pessoa
Apenas ilusão

Talvez eu tenha me perdido
Talvez eu já esteja no fundo do poço
No fundo da minha solidão. 

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

vermelho sangue

Flores mortas também são bonitas
Sobretudo as rosas
As rosas que são vermelhas.

Escarlate como o sangue
que corre em minhas veias
Ao mesmo tempo que é a vida,
que desabrocha,
é a morte, seca e murcha.


domingo, 12 de setembro de 2010

segredos.


Queria ser assim, um beija-flor. 
Colibri colorido
poligâmico, livre.
Voa cuitelo!
Voa para a tua liberdade.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

luz

                                                    Baby, I can't stay, you got to roll me
                                                           And call me the tumblin' dice.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

loucura, sonhos e devaneio


As flores
As cores
Serei tudo aquilo
que entra na tua mente
espalhado pelo ar
como perfume dos girassóis


O brilho nos olhos
são as luzes de neon
O beijo é um simples toque
às vezes sem paixão


Onde tudo é cósmico e paralelo
Linhas opostas
Destinos diversos
Nada é acaso
é pura alucinação!